martes, 4 de mayo de 2021

Futbolistas colombianos se pronuncian por situación social del país

Varias figuras de la Selección Colombia se expresan sobre la situación humanitaria el país, afectada por una violenta represión policial, que ha causado decenas de muertos, heridos y desaparecidos.



Luego de una semana de Paro Nacional en Colombia, destacados futbolistas del país se expresaron ante la crisis humanitaria causada por la represión oficial. Hasta el momento se reportan al menos 20 manifestantes asesinados por fuerzas policiales, así como decenas de heridos y desaparecidos.

En sus redes sociales, los jugadores pidieron el respeto por la vida y los derechos humanos: “Ante la situación en Colombia rechazo todo acto que viole los derechos humanos. Hago un llamado a la no violencia y pido se valore y se respete el derecho a la manifestación pacífica”, fue uno de los mensajes de Radamel Falcao García, delantero del Galatasaray.

“Expreso mi preocupación y conmoción por los hechos que han venido sucediendo durante la última semana, mi solidaridad con los que han perdido la vida, los heridos y sus familias. Clamo para que se escuche a la gente en sus peticiones”, agregó el goleador.

“Me duele mi tierra tanto como a todos. Siento que no puedo callar por tantas imágenes que he visto, no soy político soy solo un simple colombiano que quiere lo mejor para mi país, todo comienza por la paz, por el respeto, la comprensión y por el derecho que tenemos todos a expresarnos”, dijo, por su parte, Juan Fernando Quintero, hoy en las filas del Shenzhen chino.

Dávinson Sánchez y David Ospina, entre otros jugadores del fútbol local y exterior, publicaron mensajes referidos a la coyuntura nacional, lo que rompe con su hasta ahora tradición de abstenerse de opinar de política.

Este martes, 4 de mayo, se completaron siete jornadas de protesta contra las políticas del gobierno de Iván Duque, que respondió con despliegue policial y militarización de las ciudades. No obstante, las manifestaciones prosiguieron y causaron el hundimiento de un proyecto de reforma tributaria que ampliaba los impuestos a los sectores populares. También renunció su principal promotor, el ministro de Hacienda, Alberto Carrasquilla.

Los abusos policiales contra las manifestaciones han sido reportados en las redes sociales, ante lo cual se multiplicaron los mensajes con etiquetas como "#SOSColombia" y la imagen de la bandera nacional manchada de sangre o con sus colores invertidos.

martes, 13 de abril de 2021

Futebol e pandemia: a precarização do trabalho e fragilidade dos clubes brasileiros

Jogadores e funcionários dos pequenos clubes passam fome enquanto rios de dinheiro correm dentro da CBF.



Vitor Rago
A Coluna
 
Criou-se no tempo a ideia de que o futebol seria um mundo a parte – os salários milionários de jogadores e empresários ou a vida de um parça do Neymar podem causar  essa sensação aos desavisados, contudo, os interesses políticos e comerciais das patrocinadoras, das Federações e dos governos são preponderante nas decisões, assim como em qualquer esfera da sociedade. Desde as políticas públicas aplicadas na educação básica até o calendário do futebol brasileiro quem manda é o dinheiro.

Passamos por uma pandemia que afetou o mundo inteiro e com o futebol não foi diferente. Somente na primeira divisão do campeonato brasileiro de 2020 foram mais de 300 pessoas contaminadas, a “bolha” que a CBF alega existir como desculpa para a continuidade dos campeonatos em virtudes dos “rígidos protocolos”, consegue ser facilmente estourada. Os surtos de covid dentro dos times refletem o surto de covid na própria sociedade em que vivemos, o vírus fora de controle não atinge somente a população, mas também jogadores, comissão técnica e funcionários dos clubes.

Os atletas enquanto classe são pouco organizados. Foram obrigados a trabalhar em meio a milhares de morte, expondo seus familiares ao mesmo risco, e também esses mesmos jogadores, quando são infectados possuem seu tempo de recuperação encurtado, visto que quanto mais tempo de recuperação da covid o atleta tiver, maior será o tempo fora dos jogos e provavelmente maior será o tempo de recondicionamento, ou seja, maior será o prejuízo financeiro.

Não são poucos os jogadores que passaram mal em jogos e treinamentos depois de pegarem covid, claramente um atentado a carreira e a própria vida dos atletas. A tese da “gripezinha” que o Palácio do Planalto tentou promover não se comprova na realidade, casos como do Raniel, jovem jogador do Santos, fora dos gramados até hoje em decorrência de uma trombose na perna ou também Raphael Veiga do Palmeiras, que afirmou recentemente ter passado muito mal nos treinamentos em seu período de recuperação da covid em meio a um momento da temporada que mais de 20 atletas do clube estavam infectados. Surtos como esse se repetiram no campeonato brasileiro em todas suas divisões. Do roupeiro ao ponta esquerda.   

Os funcionários dos clubes são menos privilegiados – se não foram demitidos em meio a crise, também não contam com o mesmo protocolo de segurança submetido aos atletas. Apesar de não serem contabilizados de forma precisa, passam de uma centena o número de funcionários de clubes mortos no nosso país. O trabalhador não recebeu a devida atenção em nenhum das esferas de poder no Brasil durante a pandemia, ao passo que o auxílio emergencial não supriu as necessidades reais do povo que muitas vezes fica sem ter o que comer, no futebol o cenário não foi diferente.  

Os técnicos de futebol deixam de ser funcionários, e muitas vezes possuem a idade como fator de risco. No Brasil não foram poucos os casos graves entre os treinadores, como foi com Cuca e Luxemburgo, mas também diversas mortes em divisões inferiores do futebol brasileiro, como o caso de Marcelo Veiga que gerou muita comoção no futebol paulista por suas diversas passagens pelos times do interior.
Os grandes clubes ampliaram suas dívidas durante a pandemia, situação que é ainda mais grave nos times de menor estrutura. Corinthians, Atlético-MG, Botafogo e Cruzeiro já atingiram um bilhão de reais em dívidas, muitas delas com empresários e bancos, mas também trabalhistas.

Como sempre quem sofreu primeiro foram os trabalhadores, mesmo que tenham pouco impacto na folha salarial. Clubes em grave crise financeira como Vasco e Cruzeiro, promoveram demissões em massa nos últimos meses, ao passo que Flamengo e Corinthians são uns dos maiores faturamentos da América Latina, e mesmo assim demitiram vários funcionários ou reduziram seus salários em até 70%, como permitiu a MP 936 editada pelo governo. Times como Internacional, Santos e Sport também demitiram dezenas de funcionários nos últimos meses, já o Palmeiras alega não ter demitido nenhum funcionário durante esse período, sendo o único caso entre os grandes do Brasil.

Nos times de menor estrutura a situação é de calamidade. Até mesmo clubes tradicionais do interior do RS e RJ não possuem dinheiro para manutenção básica do gramado em seus estádios ou para remuneração de seus funcionários, que muitas vezes recebiam apenas um salário mínimo. Jogadores e funcionários dos pequenos clubes passam fome enquanto rios de dinheiro correm dentro da CBF e das Federações, algo assim é o retrato do governo genocida que empurrou milhões de brasileiros para a fome.     

Tanto por parte da CBF como por parte do Governo Federal a necessidade de um auxílio é clara e evidente, o dinheiro que sustenta os privilégios da elite precisam se transformar em recurso para ajudar quem está passando fome. O povo brasileiro precisa de um novo auxílio emergencial com um valor que permita o trabalhador alimentar sua família e não se expor ao vírus e aos transportes lotados, e só assim conseguiremos diminuir as milhares de mortes que estão acontecendo todos os dias no país.

sábado, 10 de abril de 2021

Con fuegos artificiales, sabotean minuto de silencio por el príncipe Felipe



Seguidores del Celtic, al parecer de la barra Bhoys in Green, lanzaron fuegos artificiales en las inmediaciones del estadio de su equipo, durante el silencio decretado por la Federación Escocesa de Fútbol por el príncipe Felipe, esposo de la reina Isabel II, quien falleció el pasado 9 de abril a los 99 años.

En el Celtic Park, donde el cuadro local recibía al Livingston, se escucharon fuertes estruendos en repudio a la figura de la corona británica, pues el Celtic tiene una fuerte identificación con el republicanismo y el independentismo.

Medios locales referenciaron que Felipe, duque de Edimburgo, cuando visitaba Escocia, solía aterrizar con su helicóptero personal en el césped del Ibrox Park, estadio de los Rangers, rival del Celtic y con fuertes vínculos con el unionismo británico.

El encuentro culminó con una contundente victoria del Celtic por 6-0.

domingo, 13 de diciembre de 2020

El año de la pandemia fue también el de los deportistas organizados

El signo de 2020 fue el de los torneos en “burbujas”. Pero estrellas del fútbol, la NBA, el tenis y la Fórmula Uno salieron de la burbuja que a veces los aísla y humanizaron el deporte con reclamos colectivos.


Por Roberto Parrottino
Tiempo Argentino

Pierre Webó le preguntó seis veces al cuarto árbitro Sebastian Coltescu: “¿Por qué dijiste 'este negro'?”. París Saint-Germain-Estambul Başakşehir empataban sin goles el martes por la última fecha del Grupo H de la Champions. El árbitro, por indicación del rumano Coltescu, había expulsado al camerunés Webó, asistente técnico del equipo turco. Estallaron en el banco de suplentes. Neymar y Kylian Mbappé, estrellas de PSG, se sumaron a las recriminaciones. “No podemos jugar con este tipo”, instó Mbappé, de padre camerunés. Y los futbolistas, unidos contra el racismo, abandonaron el campo de juego del Parque de los Príncipes. Nunca había sucedido en la historia de los torneos de la UEFA. En las calles de Francia, semana tras semana, hay marchas que piden derogar la “ley de seguridad global”, que prohíbe filmar abusos policiales, resistida por antiinmigrante y antimusulmana. En 2020, los deportistas de élite, desde el fútbol y la NBA hasta el tenis y la Fórmula Uno, se organizaron: lucharon por sus derechos y se involucraron en asuntos sociales. En el año de las competiciones en “burbujas” por la pandemia, muchos salieron de la burbuja real que a veces los aísla en sus vidas. Humanizaron el deporte.

“Cállate y juega”, le había dicho Laura Ingraham, una de las periodistas más reconocidas de Fox News, a LeBron James. Era febrero de 2018. Crítico de Donald Trump, LeBron le respondió: “No nos vamos a callar y vamos a jugar”. Replicó las protestas de Colin Kaepernick, el jugador de fútbol americano que se arrodillaba ante el himno por la vergüenza que le producía un país que perseguía a su pueblo. El Black Lives Matter (“Las vidas de los negros importan”). En junio, después del asesinato de un policía blanco a George Floyd, LeBron se convirtió en el principal exponente en el reclamo de justicia. Y en un líder anti Trump. Lo apoyaron otras figuras de la NBA. Pero en septiembre, después de que un policía le disparara siete tiros al ciudadano negro Jacob Blake, organizó una asamblea en el epicentro de la “burbuja” de Disney, donde se cerraba la temporada de la NBA, y votaron un paro histórico que se replicó en otros deportes. Como en el Masters 1000 de Cincinnati, que se frenó a pedido de la tenista Naomi Osaka, de padre haitiano. “Antes que deportista, soy una mujer negra -dijo Osaka, japonesa, 23 años, quien ya ocupó el Nº 1 del ránking de la WTA-. Ver el genocidio de personas negras a manos de la policía me enferma”. Osaka, ganadora del US Open, mostró barbijos con nombres de víctimas de la brutalidad policial. “Odio cuando dicen que no deberíamos involucrarnos en política y solamente entretener”.

“Los atletas se despertaron en 2020 -dice Dave Zirin, editor de deportes en la revista The Nation- porque vieron las manifestaciones más grandes en la historia de Estados Unidos, después de que el asesinato policial de George Floyd fuera grabado y viralizado por todo el mundo. La burbuja que rodea a los atletas profesionales estalló”. En la Premier League inglesa, la liga más millonaria del fútbol, los jugadores salieron con camisetas del Black Lives Matter y se arrodillaron en las canchas. Marcus Rashford, delantero de Manchester United, uno de los diez futbolistas mejor pagos de Inglaterra, volvió a marcarle la cancha al gobierno conservador de Boris Johnson: le pidió al Parlamento que cubra “todas las comidas infantiles durante los días festivos y las vacaciones hasta el verano de 2021”. A mitad de año, después de publicar una carta, el gobierno había dado marcha atrás con el recorte de comidas en las escuelas en plena pandemia. En asociación con una editorial, lanzó ahora una campaña de lectura infantil. Hijo de Melanie, madre soltera que trabajaba 14 horas por día, Rashford es centro de ataques de partidos y medios de derecha, que le cuentan la compra de propiedades. “Tengo 23 años -les respondió-. Vengo de tener muy poco. Necesito proteger mi futuro y el de mi familia. Por favor, no escriban estos artículos haciendo referencia a mi 'campaña'”.

Lewis Hamilton, el campeón negro de la Fórmula Uno, horadó en el automovilismo, un deporte más cerrado que otros. Se arrodilló en las pistas y subió a podios con buzos que reclamaban el arresto de “los policías que mataron a Breonna Taylor”, ciudadana estadounidense. “Algunos de ustedes figuran entre las más grandes estrellas y sin embargo permanecen silenciosos frente a la injusticia”, les dijo el inglés a los demás pilotos. “Nadie mueve un dedo en mi industria, un deporte dominado por blancos. No se levantaron y se pusieron a nuestro lado”. Siete veces campeón de la Fórmula Uno (igualó a Michael Schumacher), piloto que más dinero ganó en la historia, Hamilton sufrió bullying y racismo en la escuela del barrio de Stevenage y, también, en los años iniciales de karting. Aprendió karate para defenderse, mientras dormía con un póster de Ayrton Senna en la pared de su habitación.

“Ya hemos estado aquí antes, con los proyectos de Derechos Humanos en los Juegos Olímpicos y la Democracia Corinthiana de Sócrates, por ejemplo. Pero sí, este año se ha experimentado un fuerte aumento. Es Black Lives Matter, pero también un número creciente de activistas climáticos entre los deportistas (Héctor Bellerín, Patrick Bamford) y contra la pobreza y el hambre (Rashford) -explica el sociólogo inglés David Goldblatt, autor de libros de fútbol-. Muchos deportistas se están volviendo más seguros a medida que toman más control sobre sus carreras ante los clubes y las federaciones. La antipolítica en el deporte está disminuyendo. Hay atletas más reflexivos y más educados también porque los gobiernos y los oligarcas han hecho del deporte lo que los atletas finalmente se dan cuenta”.

Son deportistas “incómodos”, como la estadounidense Megan Rapinoe, mejor futbolista del mundo, defensora de los derechos de la comunidad LGBT. El cambio propiciará otros a corto plazo. La revista Sports Illustrated eligió a LeBron como el “atleta activista” de 2020. Lo siguió Osaka. Pertenecen a una generación que levanta la voz ante las injusticias y comunican desde las propias redes sociales, un sentido diferente de ser. Sus voces son escuchadas. No sólo permanecen y transcurren. Son los continuadores modernos de Muhammad Ali, el boxeador que le dijo “no” a la Guerra de Vietnam. De los atletas del Black Power, que levantaron el puño con un guante negro en los Juegos de México 68. De Diego Maradona, que se le plantó a la FIFA en el Mundial 86 por los horarios de los partidos en el mediodía mexicano y que creó un sindicato de futbolistas. Fueron símbolos. Excepciones. Ahora parece ser colectivo.

miércoles, 25 de noviembre de 2020

Maradona por Eduardo Galeano


Jugó, venció, meó, perdió. El análisis delató efedrina y Maradona acabó de mala manera su Mundial del 94. La efedrina, que no se considera droga estimulante en el deporte profesional de los Estados Unidos y de muchos otros países, está prohibida en las competencias internacionales.

Hubo estupor y escándalo. Los truenos de la condenación moral dejaron sordo al mundo entero, pero mal que bien se hicieron oír algunas voces de apoyo al ídolo caído. Y no sólo en su dolorida y atónita Argentina, sino en lugares tan lejanos como Bangladesh, donde una manifestación numerosa rugió en las calles repudiando a la FIFA y exigiendo el retorno del expulsado. Al fin y al cabo, juzgarlo era fácil, y era fácil condenarlo, pero no resultaba tan fácil olvidar que Maradona venía cometiendo desde hacía años el pecado de ser el mejor, el delito de denunciar a viva voz las cosas que el poder manda callar y el crimen de jugar con la zurda, lo cual, según el Pequeño Larousse Ilustrado, significa «con la izquierda» y también significa «al contrario de como se debe hacer».

Diego Armando Maradona nunca había usado estimulantes, en vísperas de los partidos, para multiplicarse el cuerpo. Es verdad que había estado metido en la cocaína, pero se dopaba en las fiestas tristes, para olvidar o ser olvidado, cuando ya estaba acorralado por la gloria y no podía vivir sin la fama que no lo dejaba vivir. Jugaba mejor que nadie a pesar de la cocaína, y no por ella. Él estaba agobiado por el peso de su propio personaje. Tenía problemas en la columna vertebral, desde el lejano día en que la multitud había gritado su nombre por primera vez. Maradona llevaba una carga llamada Maradona, que le hacía crujir la espalda. El cuerpo como metáfora: le dolían las piernas, no podía dormir sin pastillas. No había demorado en darse cuenta de que era insoportable la responsabilidad de trabajar de dios en los estadios, pero desde el principio supo que era imposible dejar de hacerlo. «Necesito que me necesiten», confesó, cuando ya llevaba muchos años con el halo sobre la cabeza, sometido a la tiranía del rendimiento sobrehumano, empachado de cortisona y analgésicos y ovaciones, acosado por las exigencias de sus devotos y por el odio de sus ofendidos.

El placer de derribar ídolos es directamente proporcional a la necesidad de tenerlos. En España, cuando Goicoechea le pegó de atrás y sin la pelota y lo dejó fuera de las canchas por varios meses, no faltaron fanáticos que llevaron en andas al culpable de este homicidio premeditado, y en todo el mundo sobraron gentes dispuestas a celebrar la caída del arrogante sudaca intruso en las cumbres, el nuevo rico ése que se había fugado del hambre y se daba el lujo de la insolencia y la fanfarronería.

Después, en Nápoles, Maradona fue santa Maradonna y san Gennaro se convirtió en san Gennarmando. En las calles se vendían imágenes de la divinidad de pantalón corto, iluminada por la corona de la Virgen o envuelta en el manto sagrado del santo que sangra cada seis meses, y también se vendían ataúdes de los clubes del norte de Italia y botellitas con lágrimas de Silvio Berlusconi. Los niños y los perros lucían pelucas de Maradona. Había una pelota bajo el pie de la estatua del Dante y el tritón de la fuente vestía la camiseta azul del club Nápoles. Hacía más de medio siglo que el equipo de la ciudad no ganaba un campeonato, ciudad condenada a las furias del Vesubio y a la derrota eterna en los campos de fútbol, y gracias a Maradona el sur oscuro había logrado, por fin, humillar al norte blanco que lo despreciaba. Copa tras copa, en los estadios italianos y europeos, el club Nápoles vencía, y cada gol era una profanación del orden establecido y una revancha contra la historia. En Milán odiaban al culpable de esta afrenta de los pobres salidos de su lugar, lo llamaban jamón con rulos. Y no sólo en Milán: en el Mundial del 90, la mayoría del público castigaba a Maradona con furiosas silbatinas cada vez que tocaba la pelota, y la derrota argentina ante Alemania fue celebrada como una victoria italiana.

Cuando Maradona dijo que quería irse de Nápoles, hubo quienes le echaron por la ventana muñecos de cera atravesados de alfileres. Prisionero de la ciudad que lo adoraba y de la camorra, la mafia dueña de la ciudad, él ya estaba jugando a contracorazón, a contrapié; y entonces, estalló el escándalo de la cocaína. Maradona se convirtió súbitamente en Maracoca, un delincuente que se había hecho pasar por héroe.

Más tarde, en Buenos Aires, la televisión trasmitió el segundo ajuste de cuentas: detención en vivo y en directo, como si fuera un partido, para deleite de quienes disfrutaron el espectáculo del rey desnudo que la policía se llevaba preso.

«Es un enfermo», dijeron. Dijeron: «Está acabado». El mesías convocado para redimir la maldición histórica de los italianos del sur había sido, también, el vengador de la derrota argentina en la guerra de las Malvinas, mediante un gol tramposo y otro gol fabuloso, que dejó a los ingleses girando como trompos durante algunos años; pero a la hora de la caída, el Pibe de Oro no fue más que un farsante pichicatero y putañero. Maradona había traicionado a los niños y había deshonrado al deporte. Lo dieron por muerto.

Pero el cadáver se levantó de un brinco. Cumplida la penitencia de la cocaína, Maradona fue el bombero de la selección argentina, que estaba quemando sus últimas posibilidades de llegar al Mundial 94. Gracias a Maradona, llegó. Y en el Mundial, Maradona estaba siendo otra vez, como en los viejos tiempos, el mejor de todos, cuando estalló el escándalo de la efedrina.

La máquina del poder se la tenía jurada. Él le cantaba las cuarenta, eso tiene su precio, el precio se cobra al contado y sin descuentos. Y el propio Maradona regaló la justificación, por su tendencia suicida a servirse en bandeja en boca de sus muchos enemigos y esa irresponsabilidad infantil que lo empuja a precipitarse en cuanta trampa se abre en su camino.

Los mismos periodistas que lo acosan con los micrófonos, le reprochan su arrogancia y sus rabietas, y lo acusan de hablar demasiado. No les falta razón; pero no es eso lo que no pueden perdonarle: en realidad, no les gusta lo que a veces dice. Este petiso respondón y calentón tiene la costumbre de lanzar golpes hacia arriba. En el 86 y en el 94, en México y en Estados Unidos, denunció a la omnipotente dictadura de la televisión, que estaba obligando a los jugadores a desplomarse al mediodía, achicharrándose al sol, y en mil y una ocasiones más, todo a lo largo de su accidentada carrera, Maradona ha dicho cosas que han sacudido el avispero. Él no ha sido el único jugador desobediente, pero ha sido su voz la que ha dado resonancia universal a las preguntas más insoportables: ¿Por qué no rigen en el fútbol las normas universales del derecho laboral? Si es normal que cualquier artista conozca las utilidades del show que ofrece, ¿por qué los jugadores no pueden conocer las cuentas secretas de la opulenta multinacional del fútbol? Havelange calla, ocupado en otros menesteres, y Joseph Blatter, burócrata de la FIFA que jamás ha pateado una pelota pero anda en limusinas de ocho metros y con chófer negro, se limita a comentar:

—El último astro argentino fue Di Stéfano.

Cuando Maradona fue, por fin, expulsado del Mundial del 94, las canchas de fútbol perdieron a su rebelde más clamoroso. Y también perdieron a un jugador fantástico. Maradona es incontrolable cuando habla, pero mucho más cuando juega: no hay quien pueda prever las diabluras de este inventor de sorpresas, que jamás se repite y que disfruta desconcertando a las computadoras. No es un jugador veloz, torito corto de piernas, pero lleva la pelota cosida al pie y tiene ojos en todo el cuerpo. Sus artes malabares encienden la cancha. El puede resolver un partido disparando un tiro fulminante de espaldas al arco o sirviendo un pase imposible, a lo lejos, cuando está cercado por miles de piernas enemigas; y no hay quien lo pare cuando se lanza a gambetear rivales.

En el frígido fútbol de fin de siglo, que exige ganar y prohíbe gozar, este hombre es uno de los pocos que demuestra que la fantasía puede también ser eficaz.

*Tomado de "El fútbol a sol y sombra".