domingo, 14 de octubre de 2012

Nepal aloja los primeros juegos deportivos gays del sur de Asia


Por Manesh Shrestha
Agencia EFE

En honor a su reputación de ser el país más garantista de los derechos de los gays del sur de Asia, Nepal acogió este fin de semana la primera edición de unos Juegos deportivos para homosexuales de la región.


En el certamen, que concluyó con un concurso de belleza para transexuales, participaron unas 300 personas de lo que comúnmente se conoce en el sur de Asia como "tercer sexo", dijo a el coordinador de los Juegos, Roshan Mahato.

En los Juegos LGBTI (acrónimo de 'lesbianas, gays, bisexuales, transexuales e intersexuales) participaron sobre todo nepalíes procedentes de 35 de los 75 distritos del país, aunque la organización esperaba en principio atraer presencia internacional.

También se formaron cinco equipos de cinco regiones diferentes, pero sus nombres no siguieron denominaciones geográficas, sino que fueron bautizados según personajes homosexuales que aparecen en las épicas hindúes del "Mahabharata" y el "Ramayana"

"Este es un sueño hecho realidad. Los juegos nos ayudarán a establecernos en la sociedad y hacer ver al mundo que somos igual de capaces (que el resto)", aseguró Sunil Babu Pant, el más reconocido activista por los derechos homosexuales de Nepal.

Desde que en el 2007 el Tribunal Supremo nepalí reconoció la existencia de un "tercer sexo" -en la que incluyó también a gays y lesbianas- el país del Himalaya se ha lanzado a la aprobación de una política garantista de los derechos de estas minorías.

El año pasado, por vez primera en todo el mundo, el censo oficial computó a las personas del "tercer sexo", y este año el Gobierno decidió reconocer en el documento oficial de identidad esta condición para aquellos que no se consideran hombres ni mujeres.

La discriminación social, sin embargo, continúa siendo punzante en Nepal, al igual que ocurre en el resto de los países del sur de Asia, con independencia de su religión.

"Nos dicen que no podemos hacer nada, y cuando decimos que queremos practicar algún deporte los demás se ríen de nosotros. Así que estos eventos nos ayudan a salir a la palestra", dijo Jina Rana, de 26 años, nacida varón pero de adoptado nombre femenino.

Según Rana, hasta ahora los miembros del "tercer sexo" practican deporte solo en el seno de sus comunidades, pero certámenes como los Juegos suponen un acicate para lanzarse en pie de igualdad a participar en eventos con el resto de la población.

"Queremos una cuota para el tercer sexo en los juegos nacionales", agregó Rana, que participa en calidad de futbolista.

Durante tres días, los participantes han corrido, saltado, jugado al fútbol, al voleibol y al baloncesto, con buen talante aunque no siempre muy seguros de las reglas canónicas ni de lo que estaban haciendo.

"Esto se llama triple salto, creo", aseguró la deportista Binita Shahi.

Además, la organización ha consagrado recursos a deportes propios del sur de Asia, como el "kabbadi", un juego por equipos de seis jugadores en el que hay que "conquistar" territorio del contrario mezclando persecución en carrera y lucha.

Al igual que otros Juegos gays celebrados en otros lugares del mundo, en esta ocasión el certamen ha quedado restringido a miembros de la comunidad LGBTI, aunque unas 25 personas ajenas a la comunidad se animaron a correr los 3.000 metros junto a ellos.

Según el activista Pant, que preside la organización Blue Diamond Society (Sociedad Diamante Azul) a favor de los derechos de los homosexuales, unas 900 personas pidieron participar, pero solo se invitó a unos pocos cientos debido a la falta de fondos.

Pant espera que los Juegos puedan consolidarse como un evento anual y que sirvan para que la sociedad civil acompañe a las iniciativas oficiales de Nepal en la lucha de los homosexuales contra la discriminación.

lunes, 8 de octubre de 2012

David Villa destroza un carro de la policía

sábado, 6 de octubre de 2012

Reviva a Democracia Corinthiana 30 anos depois


Agência Corinthians

“Ganhar ou perder, mas sempre com democracia”. Tal lema se destacou como um dos produtos do pensamento de uma geração das mais importantes do Timão. Trata-se do movimento construído no contexto da redemocratização brasileira, na primeira metade da década de 80. Sob a ótica da abertura política, descentralização do poder, modernização da administração e renovação do modelo de direção, o Presidente Waldemar Pires esteve à frente de todo o processo vivido no Parque São Jorge. Reviva a Democracia Corinthiana, em especial preparado em parceria com a Placar.


Com a eleição de Waldemar Pires à Presidência, o Corinthians viveria novos tempos. Somando-se os maus resultados da temporada de 1981, a saída do Presidente Vicente Matheus e o anseio pela liberdade no período da redemocratização da política brasileira, o cenário era mais do que favorável. Sob o slogan de Democracia Corinthiana, criado pelo publicitário Washington Olivetto, o Clube entrava de vez numa experiência revolucionária para o meio futebolístico.

Idealizada pelo sociólogo Adilson Monteiro Alves – chamado para integrar o novo Departamento de Futebol do Clube –, a proposta inédita reunia dirigentes, conselheiros, funcionários, técnico e jogadores sob o princípio da autogestão. Em outras palavras, todos teriam o direito a opinar nas decisões internas e o voto de cada um, independente do cargo, possuiria o mesmo valor. Além da contribuição positiva com uma ideologia de resistência ao regime militar, o grupo de atletas era reconhecidamente talentoso, contando com grandes ídolos como Doutor Sócrates, Casagrande, Zenon, Biro-Biro, Zé Maria e Wladimir.

Em plena Ditadura Militar, as mudanças sócio-políticas foram profundas dentro do Parque São Jorge. Desde a discussão acerca do autoritarismo nas relações sociais de trabalho até a necessidade real das conhecidas “concentrações” pré-jogo, que afastavam os jogadores da vida social. No que diz respeito às atitudes dos próprios atletas, o movimento provou a importância do engajamento de ídolos das grandes massas. Além de combater o conservadorismo que regia os clubes brasileiros, os líderes da Democracia se tornaram porta-vozes da liberdade de expressão no país, direito corrompido e buscado no momento efervescente da década de 80.

Recentemente, no dia 4 de dezembro de 2011, o Corinthians se sagrava Pentacampeão Brasileiro. Feliz pela conquista, a Fiel, por outro lado, sentia a perda da grande figura da Democracia, o eterno Doutor Sócrates. Fantástico com a bola nos pés, o inesquecível camisa 8 também exercia o papel de contestador. O ponto alto foi o envolvimento nos comícios e movimentos pelas Diretas Já. Ao lado do povo, ele, Wladimir, Casagrande e outros jogadores reforçaram o coro pela aprovação da emenda Dante de Oliveira, que previa a realização da eleição direta para a presidência. Mas os craques alvinegros não estavam sozinhos. Além deles, pessoas relevantes para a opinião pública, como Osmar Santos, Rita Lee e Juca Kfouri, legitimaram o movimento.

Dentro de campo, a equipe alvinegra também não decepcionou. Após um 1981 abaixo das expectativas os títulos reapareceriam. Nas finais contra o São Paulo, em 1982 e 1983, a Fiel pôde comemorar o bicampeonato estadual. A primeira conquista veio com as atuações brilhantes de três jogadores: Casagrande, Biro-Biro e Sócrates. Ainda no início da carreira, com apenas 19 anos, Casão, como também era chamado, já havia impressionado em sua estreia contra o Guará-DF, ao marcar quatro dos cinco gols da partida. No dia 1º de agosto, em clássico contra o Palmeiras, o centroavante caiu de vez nas graças da Fiel, com três gols. Biro-Biro e Sócrates fizeram os outros dois tentos e fecharam o inesquecível placar de 5 a 1. Já na fase final, o Timão enfrentou o São Paulo em três oportunidades, perdendo a primeira de 3 a 2 e vencendo as outras duas decisivas por 1 a 0 e 3 a 1.

No ano seguinte, o time do Parque São Jorge teve clássicos para decidir o seu bicampeonato. Na semifinal, o Palmeiras, e na final, o São Paulo, outra vez. Sócrates foi a grande estrela, marcando quatro gols, um em cada confronto. Contra a equipe alviverde, no primeiro jogo da semifinal, o Doutor sofreu com a marcação individual e apenas fez de pênalti no empate em 1 a 1. Já na segunda, bastou uma jogada para definir o 1 a 0 e a classificação. Após a vitória por 1 a 0 na primeira final, o Timão podia apenas empatar para ficar com o Bi. E foi o que aconteceu: 1 a 1. Corinthians 19 vezes campeão Paulista e a Democracia coroada.

Com a abertura política ainda que tardia, anos depois da emenda Dante de Oliveira, e a saída de Sócrates em 1984, o movimento foi aos poucos cumprindo seu papel e chegando ao seu final. Como legado ficou o bicampeonato paulista, uma galeria de ídolos e figuras representativas para a identidade corinthiana e o orgulho da Fiel em contar que viu o seu Clube escrever uma das mais belas histórias do futebol brasileiro e mundial.

Confira a entrevista concedida por um dos líderes da Democracia Corinthiana, o lateral esquerdo Wladimir:

Qual o legado que a Democracia Corinthiana deixou para o Brasil e o Mundo?

Foi um momento histórico em que pudemos honrar nossa condição de cidadãos brasileiros. Creio que os atletas não podem se sentir a margem do processo político brasileiro em nenhuma época. Não somos alienígenas. A Democracia trouxe uma nova consciência de que mesmo que sejamos jogadores e figuras conhecidas das massas, devemos nos portar de maneira a combater o autoritarismo nas relações de trabalho e políticas.

Como é para você ter participado do movimento de maior importância sócio-política da história do Corinthians?

Na verdade, eu sempre estive envolvido em questões políticas. Costumava frequentar e apoiar o Sindicato dos Atletas. Os jogadores também têm direitos e deveres naturais que naquela época não estavam sendo respeitados, assim como todos os cidadãos. Diria que o movimento foi a consagração da grande ansiedade que tínhamos em poder ajudar na redemocratização brasileira. Foi um momento oportuno.

E qual era a sensação em subir no palanque dos comícios pelas Diretas Já?

Era incrível olhar de cima mais de um milhão de pessoas unidas pela mesma causa. Senti que estava tendo um papel nobre e uma postura de cidadão mesmo. É difícil não se lembrar do Sócrates e da máxima que ele deu naquele comício. Para ele, caso a emenda Dante de Oliveira fosse aprovada ele não abandonaria o país.

Qual a emoção de ver toda a revolução feita por vocês coroada pelo bicampeonato paulista?

Tudo começou com a escolha do treinador feita por nós mesmos. Resolvemos dar uma chance ao Zé Maria, mas não era a dele. Após definir o Mario Travaglini no cargo, decidimos a melhor forma de jogar, assumindo a responsabilidade e uma possível culpa caso algo não desse certo. Naquelas finais contra o São Paulo não tinha como dar errado, a gente sempre prevalecia nos momentos decisivos. Para jogar futebol é necessário o estado de espírito feliz para criar e vencer, e isso nós tínhamos.

Mande um recado à República Popular do Corinthians que buscará o Bi Mundial no final do ano.

Eu diria que o espírito daquele grupo da Democracia Corinthiana era da mais nobre representatividade e nível de consciência política. É claro que os tempos mudaram, o futebol mudou. Mas acredito plenamente que os jogadores atuais cumprirão a sua missão assim como nós, conquistando o Bi Mundial e a consagração desse projeto. Vai, Corinthians!

lunes, 1 de octubre de 2012

El futbolista palestino Mahmud Sarsak rechazó invitación al Camp Nou


El jugador, que estuvo preso por Israel sin cargos ni juicio por más de tres años, declinó la invitación del Fútbol Club Barcelona para asistir al clásico ante el Real Madrid. El equipo catalán había invitado previamente a un exmilitar israelí.


El futbolista palestino Mahmud al Sarsak, excarcelado por Israel el pasado julio tras permanecer tres meses en huelga de hambre, anunció que no asistirá al clásico de la liga española entre el Barcelona y el Real Madrid del próximo 7 de octubre.

En una conferencia de prensa en la ciudad de Gaza, Sarsak dijo que no acudirá al partido en protesta por la presencia en el mismo del exrecluta israelí Guilad Shalit, que permaneció cinco años cautivo en la franja de Gaza tras ser capturado por milicias armadas palestinas en junio del 2006.

"Invitarme a mí a ver el partido se debió a la presión de los seguidores del Barcelona ante el club después de que éste invitase a Guilad Shalit", afirmó el futbolista, antiguo miembro de la selección nacional palestina, para quien "no se puede igualar a la víctima y al opresor".

El Barcelona indicó esta semana que no había cursado invitaciones ni a Shalit ni a Sarsak pero afirmó que aceptó peticiones del entorno de ambos para presenciar el partido.

Sarsak fue excarcelado por Israel el pasado mes de julio después de permanecer 92 días en huelga de hambre en protesta por su permanencia en prisión sin cargos durante tres años, tras su arresto en el 2009 cuando se dirigía a Cisjordania para jugar con el equipo de fútbol del Balata, que le había fichado.

El futbolista, de 25 años, aseguró que existe "una gran diferencia entre detener a un soldado, que lleva un uniforme militar en el interior de su tanque, porta un rifle y mata a inocentes sin defensa y arrestar a un futbolista en un control militar cuando va a jugar al fútbol a Cisjordania".

A su juicio, la "insistencia del F. C. Barcelona para invitar a Shalit muestra que el famoso club de fútbol español está predispuesto hacia un soldado sionista que ha participado en la muerte de inocentes en Palestina".

"El club ignora los sentimientos de millones de sus seguidores en los territorios palestinos y el mundo árabe", aseveró.

Sin embargo, se mostró dispuesto a aceptar otra invitación del Barcelona en el futuro para presenciar otros partidos siempre que no se le "equipare con Shalit o cualquier otro sionista".

La noticia de la presencia de Shalit en el Camp Nou para presenciar el partido contra el Real Madrid ha provocado las protestas de los seguidores del Barça en la franja de Gaza.

La televisión Al Aqsa TV, del movimiento islamista Hamás que gobierna la franja, decidió no retransmitir el encuentro en señal de protesta.

Tomado de As.com